Publicado por: lorenabatista em: 10 Setembro, 2008
Alma transparente eu tenho.
Sou copo d’água cheio
Que derrama ao ver-te longe.
Não seria ver estrelas, seria
Sentir constelações, conviver
Com você.
Olhos úmidos eu tenho.
Sou nuvem em precipitação
Que cessa, quando você, meu Sol,
Não deixa de sorrir para mim.
Poderia conquistar o mundo se fosse
Com você.
Lábios macios eu tenho.
Sou pétala da rosa vermelha
Que morre ao ser tocada.
Não desejo esquecer isso!
Viveria para morrer dessa maneira
Com você.
Mãos trêmulas eu tenho.
Estou em incertezas de amor
Que somem ao ser protegida
Não preciso esconder fragilidades. Gostaria de agir assim
Com você.
Um sonho eu tenho.
Sou ave que voa alto,
Que corre em busca de te encontrar.
Não suportaria desistir da procura.
Melhor seria achar minhas respostas
Com você.
Mas, você eu não tenho.
Por isso sou tudo sem nada.
Que procura, Amor, pelo teu.
Sussurro aqui o que não posso
Gritar, mas ainda vou fazer
Só por você.
Publicado por: lorenabatista em: 10 Setembro, 2008
Ao pôr-do-sol eu te vejo,
Entretido com tua amada.
Tão puro quanto um beijo
Amor de um guerreiro e sua espada.
Entre as ondas, teus movimentos
E o vento sopra para ajudar.
O menino e seus melhores momentos,
Movimenta-se junto ao mar.
Sua espada não é arma.
Só completa sua essência.
Como esse guerreiro ama
Toda a naturalidade, inocência.
Encontras equilíbrio e força:
Tua lâmina, tua maior segurança.
Que Deus guarde e ouça
Tuas súplicas por perseverança.
Espadachim, tu és honrado!
Tens luz na alma; a luz divina.
Desde o nascimento consagrado
Encantou-me, feito menina
Publicado por: lorenabatista em: 10 Setembro, 2008
Sou o centro de todas as direções
E por isso não sei para onde vou
Os olhares são como os de gaviões
Que só vêem em mim o que não sou
Temo por mim: sou impenetrável
Não percebo fogo, tampouco dor
Meus dias são embebidos em fel
Roubaram meu âmago feito flor
Ilegível a mim está o mundo
Em braile para alguém que vê letras
Enxergar para mergulhar profundo
Nem tudo na vida são rosas pretas
Ocorre a lembrança do branco ponto
Começo da vida, finda negrura
Não existe razão para confronto
Dou, a Deus, minha triste alma pura
Publicado por: lorenabatista em: 6 Setembro, 2008
Era semente dormente
Soprada pelo vento
Inconstante ao relento
Frio e descontente
Pela chuva passei
Por quê? Não entendi
Era chuva forte, eu vi
Terei luz, de ter hei
O sol me tocou
Senti-me queimada
Hoje sou viva, amada
Por ele, sou o que sou
Graças a ele, vou crescer
Serei árvore forte
Não julguei ter essa sorte
De pela luz renascer
Por muito agora amar
Frutos, no futuro, eu terei
Ao lado da luz vencerei
E decerto vou frutificar
Publicado por: lorenabatista em: 6 Setembro, 2008
Amor
Onde você está?
Procurei-o em todo lugar
Não o acho, estou em desespero
Mataram uma criança
Por causa de dinheiro
Não quero ver, meus olhos choram
A miséria é muito grande
O tempo passa, os tempos não melhoram
Do mundo tenho vergonha
Estou com medo de um semelhante
Enquanto nada muda: parcimônia
Do índio queimado, nunca esqueci
Minha tristeza é enorme
Desejo ir embora daqui
Amor
Onde você está?
Procurei-o em todo lugar